Em meio a um debate cada vez mais intenso sobre segurança pública e efetividade das audiências de custódia, o governo federal decidiu apertar as bordas do sistema criminal. A partir desta quinta-feira (27), com a sanção do presidente Lula, entram em vigor regras mais rígidas para a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, um movimento que promete alterar o equilíbrio entre garantia de direitos e o combate à criminalidade, ao estabelecer critérios objetivos que antes não eram claramente definidos na legislação.
A nova lei determina que qualquer um entre um conjunto de elementos seja suficiente para fundamentar a decretação da preventiva. Entre os critérios agora explicitados estão a prática de crimes com violência ou grave ameaça, reincidência em solturas anteriores, risco de fuga, indícios de atuação reiterada em delitos, participação em organização criminosa ou a quantidade e variedade de drogas, armas e munições apreendidas. O texto substitui o antigo modelo, baseado na avaliação genérica de risco à sociedade, por parâmetros concretos que visam uniformizar decisões.
A proposta foi apresentada pelo ex-senador e atual ministro do STF, Flávio Dino, e relatada pelo senador Sérgio Moro. Avançou com ampla maioria no Senado, impulsionada pelo clima de comoção política e social após a megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro. Para os defensores da medida, o novo marco responde a um problema histórico: a falta de clareza sobre o que, de fato, justifica a manutenção de um preso após a audiência de custódia.
O texto ainda autoriza a coleta de material biológico de detidos em flagrante por crimes contra a liberdade sexual ou crimes sexuais contra vulneráveis, permitindo a inclusão do perfil genético em bancos oficiais. A alteração, segundo parlamentares, reforça a capacidade investigativa do Estado e facilita a identificação de reincidências.
Senadores lembram que, desde a implementação das audiências de custódia, cerca de 40% dos detidos acabam liberados - percentual considerado elevado por parte da classe política. Moro, relator, ressaltou que o problema não está na audiência em si, mas na ausência de critérios consistentes para embasar decisões. Com a sanção presidencial, a norma passa a valer imediatamente, inaugurando um novo capítulo na forma como o país lida com prisões provisórias.
POLÍTICA Veja como foi o fim de semana dos candidatos a presidente
ATENÇÃO AO PRAZO! Eleitor tem até 03 de outubro para ativar e-Título
POLÍTICA Campanha incentiva voto de quem tem mais de 70 anos
CRISE NO STF Sob pressão, Fachin avalia assumir casos do Banco Master e INSS
ELEIÇÕES 2026 Eugênio pede duplicação da PA-160 e pavimentação da estrada até o “Pontão do Araguaia”
SESSÃO DA CÂMARA Vereadores votam indicações e avaliam contas de gestões municipais Mín. 24° Máx. 37°
Mín. 26° Máx. 36°
Chuvas esparsasMín. 23° Máx. 39°
Chuvas esparsas

Mundo dos Famosos Helicóptero com Rick, da dupla com Renner, desaparece em SC
Bastidores da Política Veja como foi o fim de semana dos candidatos a presidente
Tecnologia e Cinema Golpe usa prova de vida do INSS no WhatsApp para atrair vítimas
Mundo dos Esportes Fifa anuncia nova Copa do Mundo e define país-sede 

