O Brasil se mobilizou nos primeiros dias de 2026 no caso de um jovem que desapareceu em uma trilha. Agora ele deu mais detalhes sobre os dias que passou perdido.
O jovem Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, que ficou cinco dias desaparecido após se perder durante uma trilha no Pico Paraná, afirmou que ainda não conversou com a amiga Thayane Smith, que seguiu o percurso sem ele. A declaração foi dada após ele ser encontrado com vida na manhã da última segunda-feira (5), na região de Cacatu, no litoral do Paraná.
Em entrevista ao programa Live CNN, da CNN Brasil, Roberto contou que permanece sem contato direto com o mundo exterior desde o resgate. “Não tive nenhum contato com a parte externa até agora. Estou sem celular, sem comunicação nenhuma. Tudo que sei é pela minha irmã, que foi me passando algumas informações”, afirmou.
O jovem relatou que, durante os dias em que esteve perdido, chegou a avistar um helicóptero apenas no primeiro dia. Segundo ele, a impressão inicial foi de que as buscas haviam sido encerradas rapidamente. “Nesses cinco dias que eu estava lá, achei que estava sozinho. Vi um helicóptero apenas uma vez, no primeiro dia, e achei que as buscas tinham se encerrado no segundo”, disse.
Roberto também descreveu momentos de medo na mata fechada. Ele contou que confundiu o barulho das cachoeiras com o som das aeronaves usadas nas buscas e relatou ter ficado cercado por animais. “A selva faz muito barulho, dos bichos, da cachoeira batendo na água. Eu achava que era helicóptero, mas quando abria o olho via que era a água. Não podia ficar parado, porque tinha muito bicho. A única forma era continuar andando e pedindo proteção. Orei bastante”, relatou.
Thayane Smith, também de 19 anos, foi alvo de críticas após ter seguido a trilha sem o amigo. Em entrevista ao SBT, ela reconheceu que desrespeitou uma regra básica do montanhismo, que orienta que ninguém deve prosseguir sozinho. “Eu aprendi essa lição. Já sabia dessa regra entre montanhistas e trilheiros, mas desrespeitei. Isso eu nunca mais vou fazer”, afirmou.
A jovem também pediu desculpas publicamente, sobretudo à família de Roberto. “Eu pequei, eu errei ao deixar ele para trás. Peço muitas desculpas por ter causado todo esse transtorno para a família e para vocês que se sensibilizaram”, disse.
Segundo Thayane, após a trilha, os dois tinham planos de visitar uma cachoeira e participar de um evento de música eletrônica em Morretes. Ela afirmou ainda que Roberto irá relatar sua própria versão dos fatos quando estiver recuperado. “Ele vai contar a história dele, o que aconteceu. Vocês vão ouvir da boca dele.”
Durante as buscas, em entrevista à Record Paraná, Thayane explicou que decidiu seguir com montanhistas mais rápidos por considerar esse ritmo compatível com seu estilo de vida. “É pelo fato de ser meu estilo de vida. Eu gosto dessas coisas. Peguei o ritmo dos corredores e fui”, disse. Na ocasião, ela afirmou acreditar que Roberto não corria riscos por haver outras pessoas próximas a ele.
No entanto, integrantes do grupo relataram que passaram pelo ponto onde o jovem teria ficado, mas não o viram. A família de Roberto afirmou que ele foi deixado para trás por não conseguir acompanhar o ritmo, enquanto Thayane desejava seguir mais rápido.
“Esse foi meu erro. Conversei com a família e assumo meu erro. Eu sei que errei ao deixá-lo seguir sozinho”, declarou a jovem.
Thayane prestou depoimento à Polícia Civil do Paraná, que informou não haver indícios de crime. Por recomendação do Corpo de Bombeiros, o Instituto Água e Terra restringiu temporariamente o acesso ao Parque Estadual Pico Paraná.
Roberto foi encontrado vivo e consciente após caminhar mais de 20 quilômetros sozinho pela mata até chegar a uma fazenda, onde os bombeiros foram acionados. “Felizmente, ele conseguiu superar as adversidades, descer as encostas e chegar sozinho”, afirmou o tenente-coronel Ícaro Gabriel, do Corpo de Bombeiros.
Ao chegar ao local, o jovem conseguiu ligar para a irmã. “Estou cheio de roxos, com várias escoriações, sem enxergar direito porque perdi meus óculos, sem bota, mas estou bem”, relatou em uma videochamada gravada pela família.
Ele foi encaminhado ao Hospital de Antonina. De acordo com os bombeiros, Roberto não tinha experiência em montanhismo. Nas redes sociais, ele se apresenta como técnico em segurança do trabalho e bombeiro civil.
A trilha teve início por volta das 13h do dia 31 de dezembro. Roberto passou mal algumas vezes durante a subida, e a dupla chegou ao cume por volta das 4h do dia 1º de janeiro. Na descida, por volta das 6h30, eles se juntaram a outro grupo. Em um ponto anterior a um acampamento, Thayane seguiu com montanhistas mais rápidos, deixando o amigo para trás. Sem contato com a família ao longo do dia, Roberto foi dado como desaparecido, e as buscas foram iniciadas.
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