De acordo com ele, os sintomas da tuberculose pulmonar surgem de forma progressiva. Entre os sinais clássicos estão tosse persistente, expectoração, escarro com sangue, febre no final da tarde ou início da noite, sudorese intensa, perda de peso e de apetite, além de mal-estar geral.
“O paciente começa com tosse, depois pode ter catarro, eventualmente sangue no escarro, e aos poucos surgem febre, falta de ar e dor no tórax. Se não for diagnosticada e tratada, a doença pode evoluir para complicações graves e até a morte”, alerta o especialista.
O Ministério da Saúde recomenda que qualquer pessoa com tosse por mais de três semanas procure avaliação médica. “Mesmo que o paciente apresente apenas a tosse, já deve buscar atendimento. Quanto mais rápido identificamos a tuberculose, menor o risco de complicações e transmissão para outras pessoas”, explica Carlos Albério.
Além da tosse, sintomas como febre, perda de peso, escarro com sangue e sudorese aumentam a probabilidade de a pessoa estar com tuberculose. Mas o especialista reforça a necessidade de buscar ajuda médica com antecedência. “O paciente não precisa ter todos os sintomas para procurar atendimento. A simples tosse persistente já é um sinal de alerta", disse.
Segundo o especialista, o diagnóstico da doença envolve exames de escarro para detectar a bactéria e radiografias ou tomografias do tórax para identificar lesões características. “Infelizmente, na nossa região, o diagnóstico ainda é tardio. Isso contribui para o agravamento da doença e para a alta mortalidade observada”, destaca Albério.
O tratamento é longo, mas eficaz. A tuberculose sensível exige um regime de seis meses, com antibióticos fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “É fundamental que o paciente complete o tratamento, mesmo que os sintomas desapareçam antes. Caso contrário, há risco de recaída e de surgimento de resistência bacteriana, tornando o tratamento mais complexo”, explica o médico.
Pacientes com imunidade comprometida, como pessoas vivendo com HIV (vírus da imunodeficiência humana), idosos, crianças, diabéticos, portadores de câncer ou em hemodiálise, apresentam maior risco de complicações. Além deles, grupos socialmente vulneráveis, como indígenas, pessoas privadas de liberdade e moradores de rua, também devem ter atenção redobrada.
A prevenção da tuberculose depende do diagnóstico rápido e do tratamento adequado. “Quando identificamos a doença precocemente, começamos o tratamento rapidamente e evitamos que outras pessoas sejam infectadas”, ressalta o doutor Carlos Albério.
De acordo com ele, pessoas que convivem com pacientes infectados, chamadas de contatos, devem ser avaliadas mesmo sem apresentar sintomas. Em casos de infecção latente, existe tratamento para impedir que a doença se manifeste.
Já sobre a vacinação, o médico explica que a vacinação BCG, aplicada em recém-nascidos, protege apenas contra formas graves da tuberculose, como meningite tuberculosa e tuberculose disseminada. “Não temos vacina que previna a tuberculose em adultos, mas podemos controlar as doenças debilitantes, como HIV e diabetes, para reduzir o risco de adoecer”, explica o especialista.
Embora a tuberculose seja um tipo de pneumonia, ela se diferencia das pneumonias comuns pelo crescimento lento da bactéria. “Enquanto outras pneumonias se manifestam rapidamente, a tuberculose evolui lentamente. Os sintomas aparecem progressivamente, o que pode dificultar a identificação precoce. Em casos de pacientes imunossuprimidos, a evolução pode ser mais rápida”, esclarece Albério.
Contudo, apesar de muitas pessoas acharem que são doenças diferentes, a tuberculose pode ser considerada um tipo de pneumonia, visto que é uma doença que pode causar destruição pulmonar, deixando sequelas mesmo após a cura. Por isso, o diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para minimizar danos permanentes ao organismo.
No Pará, o Hospital Universitário João de Barros Barreto funciona como centro de referência para casos complexos e resistentes da tuberculose. “O hospital concentra o atendimento de casos especiais, oferece tratamento avançado e realiza pesquisa e formação de profissionais. É essencial para reduzir complicações e mortalidade”, explica Albério.
Contudo, apesar da importância do hospital, ele destaca que a maioria dos casos é diagnosticada e tratada nas unidades de saúde, especialmente na atenção básica. Por isso, a importância de buscar atendimento primário nos postos de atendimentos.
Diante do cenário atual de crescimento dos casos da doença, a tuberculose ainda exige atenção permanente da população e dos profissionais de saúde. “Precisamos de campanhas frequentes para sensibilizar sobre sintomas e prevenção. Pacientes que apresentam tosse persistente, perda de peso ou febre devem procurar avaliação médica imediatamente”, afirma o especialista.
Ele reforça que o combate à tuberculose depende de diagnóstico precoce, tratamento completo, avaliação de contatos e conscientização contínua da população. Apesar dos avanços no tratamento, a doença permanece como uma ameaça de saúde pública e exige engajamento de todos para reduzir casos, complicações e mortes.
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