Mais de quatro décadas após a morte de Elis Regina, as lembranças da cantora continuam vivas na memória dos filhos e na cultura brasileira. É a partir dessas recordações que foi produzido o documentário “Elis & Eu”, inspirado no livro de mesmo nome escrito por João Marcello Bôscoli, primogênito da artista.
Elis Regina morreu em 19 de janeiro de 1982, aos 36 anos. Na época, João Marcello tinha apenas 11 anos. Agora, já adulto, ele revisita momentos da convivência com a mãe e compartilha memórias no documentário, disponível no Universal+.
A produção reúne depoimentos de pessoas que fizeram parte da trajetória da cantora e busca apresentar diferentes lembranças sobre uma das maiores vozes da música brasileira.
Em entrevista ao portal Metrópoles, João Marcello afirmou que grande parte das recordações que guarda da época está presente na produção.
“Tudo o que lembro desse período, quase tudo está ali”, disse. Segundo ele, assistir aos depoimentos também despertou outras lembranças. “Vendo alguns depoimentos do documentário, lembrei de outras coisas. Coisas simples, fragmentos, mas ainda assim, tudo muito precioso.”
João Marcello também falou sobre como a memória da mãe ultrapassa o ambiente familiar e permanece presente para diferentes gerações.
“A memória da Elis não pertence apenas à nossa família, faz parte da cultura brasileira”, afirmou. Para ele, a cantora continua sendo descoberta por jovens que passaram a ouvir músicas produzidas entre as décadas de 1960 e 1980.
“Elis tem a sorte de ser constantemente descoberta e ouvida”, destacou.
Assim como no livro, o documentário mostra João Marcello relembrando momentos vividos ao lado da mãe. Ele conta que, após a morte de Elis, muitas dessas lembranças ficaram guardadas de uma maneira quase inconsciente.
“Para a gente, a mãe não morre. Isso não pode acontecer. Naquele momento, é como se a minha cabeça tivesse pegado todas as memórias e guardado”, contou.
O produtor musical explica que algumas recordações provavelmente não existiriam da mesma forma caso Elis tivesse continuado viva. Ele também compartilhou parte dessas histórias com os irmãos mais novos, Pedro Mariano e Maria Rita, e ouviu deles outras lembranças sobre a cantora.
Para João Marcello, esse conjunto de histórias, imagens e sensações ajuda a manter viva a presença de Elis Regina e mostra como a artista continua despertando emoções mesmo décadas após sua morte.
Autor: Mayra Monteiro- Fonte: Metrópoles
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