Já está acontecendo o julgamento do policial militar Felipe Freire Sampaio Gouveia, acusado de matar o professor Ederson Costa Santos. O Tribunal do Júri é presidido pelo juiz substituto da 1ª Vara Criminal, Wanderson Ferreira Dias e o júri é composto por sete pessoas e acontece no auditório do Tribunal do Júri, no Fórum de Marabá (Núcleo Cidade Nova), nesta quinta-feira (1º).
O réu, Felipe Freire Sampaio Gouveia, é marabaense, mas é incorporado na Polícia Militar do Maranhão. Neste júri ele é representado por duas advogadas. Até a publicação desta matéria, a reportagem do CORREIO não teve acesso aos seus nomes.
O ponto alto desta manhã foi arguição realizada pela defesa do acusado, aos peritos criminais de Marabá. A maneira que são feitas as perguntas, dão a entender que a tese da defesa se dá no sentido de que Felipe considerava que Ederson poderia estar armado.
O caso gerou grande comoção no município e o auditório do julgamento está lotado por pessoas que conheciam Ederson, que era professor do Instituto Federal do Pará (FPA).
Docentes e alunos do instituto, além de amigos e familiares da vítima, acompanham de perto o julgamento. Eles vestem uma camisa em homenagem ao professor, que leva a frase “Quiseram te calar, mas esqueceram que éramos sementes. #Justiça! #Paz!”. Ela também é estampada com uma foto de Ederson.
A expectativa de todos é de que Felipe seja condenado pelo crime, com uma pena longa, pois na visão deles, a vítima estava indefesa quando o crime aconteceu.
FAMÍLIA
O pai de Ederson, Sebastião Moraes dos Santos, 68 anos, não conseguiu gravar entrevista devido à grande emoção, mas conversou com a Reportagem do CORREIO DE CARAJÁS. O idoso desabafou que ainda sofre muito pela perda do filho e garantiu que Ederson não era violento, mas uma pessoa pacífica.
Sebastião compartilhou que nunca imaginou que a vida do filho seria ceifada dessa maneira, com um tiro, e espera que Felipe receba uma condenação longa. Para ele e os familiares da vítima, a justiça só será feita se isso acontecer.
Muito emocionado, ele não consegue ficar muito tempo em um só lugar e alterna entre o lado de dentro e o de fora do auditório. A maior parte do tempo Sebastião permanece sentado em um sofá, na parte externa do local onde acontece o Tribunal do Júri.
A família da vítima é de Abaetetuba, mas atualmente mora em Belém. O pai, a mãe, Deusarina Costa dos Santos e os irmãos, Everton, Edilson e Anderson chegaram na noite de quarta-feira, 31 de janeiro, em Marabá. Eles permanecem na cidade até o encerramento do julgamento.
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