Cerca de sete mil integrantes do assentamento Terra e Liberdade, do Movimento dos Sem Terra (MST), interditaram nesta segunda-feira (15), a estrada que dá acesso a Palmares II e a Vila Três Voltas, em Parauapebas. A estrada permanecerá fechada durante o dia, enquanto eles concluem a ocupação da nova área.
O integrante do MST, Denilson Monteiro disse ao Correio de Carajás terem ocupado uma área maior do que a do antigo acampamento, e próximo a fazenda que estão reivindicando. “A nossa população já aumentou muito, e o espaço já não cabia”, contou.
De acordo com Denilson, a ocupação teve início às 4 horas da manhã. Os assentados fizeram dois pontos de bloqueio que interditaram a estrada, impossibilitando o tráfego de pessoas e veículos.
A ocupação de hoje, de acordo com o líder, integra as ações da Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, engajada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Durante o mês de abril, haverá ocupações em todo país, nos territórios onde o MST está mobilizado, e tendo como principais dias de luta o período entre 15 a 19 de abril. “Nós estamos nos reorganizando para retomar a luta pela reforma agrária, já que o latifúndio está só crescendo”, destaca Denilson.
À reportagem, o líder revelou que caso a mudança para nova área de ocupação seja concluída até a terça-feira (16), a estrada poderá ser desobstruída.
A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência, no entanto, não permitiam a passagem dos militares. Iniciando cânticos e a soltarem fogos de artifício.
O Sindicato dos Produtores Rurais de Parauapebas (Siproduz) enviou Nota à imprensa. Leia na íntegra:
“Hoje, no dia 15/04, no município de Parauapebas, somos confrontados com uma situação revoltante:
A invasão de propriedades privadas pelo grupo MST.
Essas invasões representam não apenas uma violação flagrante da lei, mas também um desrespeito aos direitos dos proprietários e à ordem social estabelecida.
É alarmante que tais práticas continuem a ocorrer, causando instabilidade e conflitos desnecessários na comunidade.
É fundamental que as autoridades ajam com firmeza para resolver essa questão, garantindo a segurança e a integridade dos proprietários e buscando soluções que promovam o diálogo e o respeito mútuo entre todas as partes envolvidas.
A perpetuação dessas invasões apenas prolonga o sofrimento e a incerteza para todos os envolvidos, e é hora de encontrar uma resolução pacífica e justa para esse problema”.
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