Segundo um novo estudo, publicado na revista European Heart Journal, nesta terça-feira (7), o hábito de tomar café pela manhã, presente na rotina de muitos brasileiros, pode reduzir o risco de morte por doenças cardiovasculares.
A pesquisa, conduzida nos Estados Unidos, apontou que pessoas que bebem café nas primeiras horas do dia têm 16% menos chances de morrer por qualquer causa e 31% menos risco de falecer por doenças cardiovasculares, em comparação com aquelas que não consomem.
Esse benefício, no entanto, não foi observado em pessoas que tomam café ao longo de todo o dia além de manhã, não sendo indicada qualquer alteração na mortalidade neste grupo.
O autor principal do estudo, Dr. Lu Qi, professor da Escola de Saúde Pública de Harvard, destacou que esta é a primeira pesquisa que testa padrões de horário de consumo de café e resultados na saúde. “Normalmente não damos conselhos sobre horários em nossas orientações dietéticas, mas talvez devêssemos pensar nisso no futuro”, comentou ele em comunicado à imprensa.
"Nossas descobertas sugerem que não é apenas o ato de beber café ou a quantidade consumida que importa, mas também o momento do dia em que ele é ingerido", analisou o doutor.
Embora o estudo não tenha explicado exatamente por que o consumo matinal de café pode reduzir o risco de morte por doenças cardiovasculares, Qi sugere que uma possível explicação está relacionada aos efeitos do café no ritmo circadiano. "Beber café à tarde ou à noite pode interferir nos ritmos circadianos e nos níveis hormonais, como a melatonina", afirmou.
O ritmo circadiano, conhecido também como relógio biológico, é o sistema que controla as atividades cotidianas do corpo humano ao longo de um período de cerca de 24 horas. As alterações nesse ritmo podem aumentar os fatores de risco cardiovascular, como mudanças na pressão arterial e aumento de inflamações.
O estudo envolveu 40.725 adultos que participaram da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição dos Estados Unidos (NHANES), entre 1999 e 2018. Os pesquisadores analisaram os hábitos alimentares dos participantes, com perguntas incluindo a frequência e o horário do consumo de café.
De acordo com Lu Qi, há evidências consistentes que apontam para os benefícios do café, especialmente quando considerados os comportamentos circadianos, que estão intimamente ligados à saúde.
O pesquisador enfatizou que, apesar de mostrar a associação entre a ingestão de café e a saúde cardíaca, há a necessidade de mais estudos e ensaios clínicos para confirmar as descobertas e avaliar o impacto potencial de modificar o horário de consumo de café.
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