O sorotipo 3 da dengue, que não circulava de forma predominante no Brasil desde 2008, voltou a registrar aumento significativo nas últimas semanas de 2024, especialmente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Amapá e Paraná. O alerta foi emitido pelo Ministério da Saúde, que destacou a vulnerabilidade da população, já que muitas pessoas nunca tiveram contato com esse tipo específico do vírus.
De acordo com a secretária de Vigilância em Saúde, Ethel Maciel, o sorotipo 3 representa um risco potencial maior devido à falta de imunidade da população. "Quero chamar a atenção porque o sorotipo 3 não circula no Brasil desde 2008. Temos 17 anos sem esse sorotipo circulando em maior quantidade.", afirmou Ethel em coletiva de imprensa.
Então, temos muitas pessoas suscetíveis, que não entraram em contato com esse sorotipo e podem ter a doença. Essa é uma variável que nós estamos colocando no nosso COE [Centro de Operações de Emergência] para um monitoramento da circulação desses vírus.", concluiu.
Projeções do Ministério da Saúde apontam que, em 2025, os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Tocantins, Mato Grosso do Sul e Paraná devem concentrar a maior parte dos casos de dengue, com incidências superiores às registradas no ano anterior. A secretária também destacou que as condições climáticas, influenciadas pelo fenômeno El Niño, somadas ao armazenamento inadequado de água, podem contribuir para a proliferação do mosquito transmissor da doença.
Além da dengue, outras arboviroses têm preocupado as autoridades. Nos últimos meses de 2024, 82% dos casos prováveis de Zika no Brasil se concentraram no Espírito Santo, Tocantins e Acre. Já a Chikungunya teve 3.563 casos prováveis nas últimas semanas de dezembro, sendo a maioria registrada em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.
A febre do Oropouche, embora menos conhecida, também apresentou aumento significativo, com 90% dos casos concentrados no Espírito Santo. Segundo o Ministério da Saúde, uma equipe foi enviada ao estado para monitorar a situação. Na primeira semana de 2025, 98 casos da doença foram registrados em todo o país.
As autoridades reforçam a importância da prevenção contra a proliferação do Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, Zika e Chikungunya. Medidas como eliminar focos de água parada, utilizar repelentes e manter o diálogo sobre os riscos são fundamentais para reduzir a incidência dessas doenças em 2025.
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