O fim de um dos romances mais icônicos do século passado ganhou eco na vida real. Um casal do interior de São Paulo faleceu no mesmo dia, após 77 anos de convivência, sendo 74 deles de casamento.Apenas dez horas separaram a morte de um e de outro.
A história comoveu e remeteu imediatamente ao enredo do livro "Diário de Uma Paixão", que também inspirou o filme homônimo.
Odileta Pansani de Haro, de 92 anos, e Paschoal de Haro, de 94, se conheceram na década de 1940, na praça da Matriz de Votuporanga. Ela havia se mudado recentemente de Mirassol e tinha 15 anos; ele, um ano mais velho, era natural da cidade.
O início do relacionamento foi marcado por um acaso curioso: ao brincar com uma correntinha, Paschoal a lançou no ar e ela foi parar no braço de Odileta. A partir desse episódio inusitado, começaram a trocar cartas e engataram o namoro. Três anos depois, em 15 de abril de 1951, data em que Paschoal completava 20 anos, casaram-se na fazenda dos pais de Odileta.
Ao longo da vida, tiveram seis filhos. A primogênita, Sílvia, faleceu em 1997, aos 33 anos, vítima de leucemia. A perda foi dolorosa, mas fortaleceu ainda mais os laços familiares. Odileta se dedicava à casa, enquanto Paschoal administrava, com os irmãos, uma loja de tecidos e depois uma de calçados.
Os domingos eram sempre especiais: a casa se enchia de filhos, netos e bisnetos para as tradicionais festas em família. O dia 15 de abril tinha celebração dupla: marcava o aniversário de casamento do casal e também da primeira neta e da primeira bisneta.
Nos últimos anos, no entanto, essas reuniões tornaram-se mais raras após Odileta ser diagnosticada com Alzheimer, assim como Allie, personagem principal de "Diário de Uma Paixão".
Em 2023, Paschoal recebeu o diagnóstico de um câncer no intestino. Sem possibilidade de cura, os médicos recomendaram cuidados paliativos. Ele então passou a se angustiar com a possibilidade de deixar a esposa sozinha, e fazia orações pedindo para que ambos partissem juntos, no mesmo dia. Seu desejo se concretizou: Odileta faleceu às 7h da manhã e Paschoal, dez horas depois, às 17h.
"Ele pedia a Deus para levá-la primeiro e ele no mesmo dia. E foi realmente o que aconteceu", relatou emocionado o filho Luciano de Haro, de 63 anos, ao jornal Folha de S. Paulo.
Ambos foram velados juntos, na mesma sala, no dia seguinte, 18 de abril. Como era o desejo de Paschoal, Odileta foi sepultada primeiro, e ele logo em seguida. O casal deixa cinco filhos, seis netos e quatro bisnetos. E uma história de amor que agora ultrapassa a ficção.
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