Garantir todos os cuidados à saúde da mulher, com o reforço da rede de assistência no Estado, é um dos principais compromissos da atual gestão do Governo do Pará. Nesta quarta-feira (28), Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e Dia Nacional de Combate à Mortalidade Materna, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) destaca os avanços em políticas públicas voltadas para garantir uma saúde integral, digna e acessível a todas as mulheres paraenses.
A data serve como marco de reflexão e mobilização em torno das desigualdades de gênero e da necessidade de enfrentar desafios históricos, como a redução da mortalidade materna - ainda uma realidade significativa no Brasil e no Pará. Desde 2019, o Governo do Estado assumiu esse compromisso ao firmar o Pacto pela Redução da Mortalidade Materna, que impulsionou uma série de ações estratégicas para garantir o acesso ao pré-natal de qualidade, à assistência obstétrica segura e ao fortalecimento da rede de atenção à saúde da mulher.
Esse esforço tem se refletido nos números. O Pará reduziu os óbitos maternos de 131 em 2020 para 76 em 2024. Outro avanço importante foi a ampliação do acesso ao planejamento reprodutivo. Em 2023, o número de hospitais estaduais habilitados a realizar laqueadura aumentou de 1 para 9. Além disso, foram realizados mais de 26 mil exames preventivos de Papanicolau em mulheres de 25 a 64 anos e 5.314 mamografias em mulheres da faixa etária prioritária de 50 a 69 anos. Esses dados refletem a importância das ações preventivas no enfrentamento aos cânceres de colo de útero e de mama.
A coordenadora estadual de Saúde da Mulher da Sespa, Nicolli Mendes, ressalta que a política pública está centrada em quatro eixos principais: atenção à mulher no planejamento reprodutivo, pré-natal, parto e nascimento; prevenção do câncer de colo de útero e de mama; climatério; e atenção às mulheres vítimas de violência. “As ações abrangem todos os ciclos da vida da mulher, com serviços oncológicos especializados e diagnósticos precoces presentes em todas as regiões do Estado”, destacou.
Além do cuidado durante a gestação e o parto, a política estadual contempla outras frentes essenciais, como a atenção às doenças cardiovasculares - que figuram entre as principais causas de morte feminina - e aos transtornos mentais, frequentemente agravados pelas desigualdades sociais e pelos múltiplos papéis exercidos pelas mulheres.
Justiça reprodutiva e acesso ampliado a métodos contraceptivos
O Governo do Pará também tem investido na ampliação da oferta de métodos contraceptivos, especialmente os de longa duração (LARCs), promovendo justiça reprodutiva e redução de gestações não planejadas, principalmente entre adolescentes. Pela primeira vez no Estado, a anticoncepção primária e secundária passou a ser oferecida não só em unidades hospitalares, mas também em unidades ambulatoriais, facilitando o acesso a informações qualificadas e ao direito de escolha sobre a reprodução.
A estratégia tem como prioridade mulheres em contato frequente com os serviços de saúde do Estado, principalmente no pós-parto e no pós-aborto. Nestes casos, as pacientes recebem orientação contraceptiva e têm a possibilidade de inserção do DIU de cobre ainda durante a internação ou no acompanhamento ambulatorial. A medida também beneficia mulheres que aguardam por laqueadura, contribuindo para evitar gestações indesejadas durante esse período de espera.
Hospital da Mulher do Pará: referência em acolhimento e atendimento especializado
Um marco importante na política estadual de saúde da mulher foi a entrega do Hospital da Mulher do Pará, em Belém, pelo governador Helder Barbalho. A unidade é dedicada exclusivamente à saúde da mulher, incluindo também homens e mulheres trans, e se tornou referência no atendimento de urgência e emergência para mulheres em situação de violência sexual e doméstica, além de oferecer assistência especializada em diversas áreas médicas.
O hospital já realizou, desde o dia 8 de março até o momento:
- 1.172 internações
- 974 cirurgias
- 5.982 consultas
- 25.112 exames
- 31 atendimentos a mulheres em situação de violência
A unidade, que dispõe de 11 pavimentos, conta com 120 leitos, sendo 100 destinados à internação e 20 à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A estrutura permite a realização de consultas, exames e cirurgias, com todos os atendimentos regulados pelo sistema estadual de saúde. Entre os serviços ofertados estão análises laboratoriais, coleta de exame preventivo (Papanicolau) e exames de imagem como raio-X, ultrassonografia, mamografia, tomografia, ressonância e ecocardiograma - todos realizados com equipamentos modernos e conduzidos por profissionais qualificados.
Entre as especialidades médicas disponíveis estão: cardiologia, cirurgia geral, cirurgia plástica reparadora, cirurgia vascular, dermatologia, endocrinologia, clínica da dor, ginecologia, mastologia, neurocirurgia, neurologia, otorrinolaringologia e urologia. O hospital também oferece atendimentos em fisioterapia, enfermagem, serviço social e psicologia, compondo um atendimento integral e humanizado.
A diretora-geral da unidade, médica intensivista Nelma Machado, reforça a importância da atenção especializada. “O hospital desempenha um papel fundamental na promoção da saúde da mulher, oferecendo acolhimento qualificado e suporte para as questões médicas e sociais que impactam diretamente na qualidade de vida desse perfil”, afirmou.
A paciente Ana Melissa Loureiro, de 30 anos, moradora do bairro da Pratinha I, em Belém, compartilhou sua experiência com a unidade. “Sempre tive problemas no útero e nos ovários. Mesmo sendo operada, as dores voltavam. Comecei a apresentar sintomas mais graves, como uma hemorragia prolongada. Fui encaminhada para o Hospital da Mulher e agora estou em investigação. Esse hospital é muito bom e importante. Às vezes a gente vai a outros hospitais e não consegue diagnóstico. Aqui, o atendimento é diferenciado”, contou.
Mais avanços pela frente
A previsão é que, nos próximos meses, o Hospital da Mulher do Pará incorpore novos serviços, ampliando o acesso a ações de prevenção, educação em saúde e assistência especializada — pilares fundamentais para a promoção do bem-estar e da saúde das mulheres paraenses.
A secretária de Estado de Saúde, Ivete Vaz, reforça o compromisso da gestão com a saúde feminina. “Cuidar da saúde da mulher é cuidar da saúde da sociedade como um todo. Nosso compromisso é garantir que todas as mulheres paraenses tenham acesso a uma assistência integral, qualificada e humanizada, que respeite suas escolhas e necessidades em todas as fases da vida. Seguiremos avançando na implementação de políticas públicas que promovam a equidade, a prevenção e o atendimento resolutivo, reduzindo as desigualdades e garantindo a proteção da vida feminina no nosso Estado”, finalizou.
Texto: Bianca Botelho - Ascom Sespa.
USO SEGURO Saiba quem pode tomar injeção aprovada pela Anvisa contra HIV
PROTEÇÃO Anvisa aprova novo fármaco com injeção para prevenção do HIV
ALERTA Baixa cobertura vacinal na Campanha de Vacinação contra a Influenza preocupa a Sespa
SAÚDE Aplicação da vacina da dengue do Butantan começará a partir do dia 17
AVANÇO Anvisa libera novo medicamento para fase inicial do Alzheimer
ATENÇÃO! Conselho de Veterinária alerta sobre casos de doença em gatos Mín. 21° Máx. 29°
Mín. 21° Máx. 33°
ChuvaMín. 21° Máx. 27°
Chuva

Mundo dos Esportes Ônibus do Águia de Marabá sofre acidente voltando de SP e uma pessoa morre
Mundo dos Famosos Raí Saia Rodada é internado às pressas no Rio Grande do Norte
Tecnologia e Games “Não Me Perturbe” bloqueou 1,7 milhão de chamadas em 2025
Bastidores da Política Médico aponta que Bolsonaro deve ter alta nesta quinta-feira 

