A Polícia Científica do Pará (PCEPA), participou, na manhã da terça-feira (3), da 4ª fase da Operação Anjo da Guarda, para identificar responsáveis de conteúdo e material de abuso sexual infantojuvenil na internet, em Parauapebas, região sudeste do Pará.
A operação foi coordenada pela Divisão de Combate à Crimes Contra Grupos Vulneráveis Praticados Por Meios Cibernéticos, da Polícia Civil do Pará, e contou com a equipe pericial de informática da Coordenadoria Regional de Marabá.
A investigação da Polícia Civil levantou que havia um aparelho celular compartilhando material de pornografia infantil em determinada residência no município. No relatório, já havia registros de internet com os horários e endereços IP que realizavam a transferência dos arquivos para outros dispositivos com este tipo de conteúdo criminoso.
“Durante a busca foi localizado o aparelho, confirmando-se o mesmo modelo, número IMEI e endereço de e-mail da conta Google”, afirmou o perito criminal Davi Sena.
Na residência, o aparelho foi encontrado em posse de um idoso, que foi conduzido à Delegacia para prestar depoimento. O aparelho foi encaminhado para o laboratório de informática forense da sede, em Belém, para exame completo do conteúdo armazenado.
“Será realizado procedimento de extração dos dados armazenados e posterior análise desses dados. Durante a análise, os arquivos são classificados, indexados, e quando possível é feita a recuperação de dados deletados. E então o perito faz uma busca por conteúdo relativo à investigação, nesse caso sendo material de pornografia infantil”, explicou o perito criminal.
Combate à exploração sexual infantil
No último mês de maio, aconteceu a campanha nacional anual de conscientização e enfrentamento do abuso e da exploração sexual de crianças e adolescentes. Em consideração à Lei 9.970/2000, a data 18 de maio foi instituída como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil no Brasil.
“A Polícia Científica atua, junto aos outros órgãos de segurança, para combater esse tipo de crime contra vulneráveis. Por meio dos nossos equipamentos forenses de informática, de alta tecnologia, temos obtido muito sucesso recuperando dados deletados que corroboram com as investigações da Polícia Civil”, afirmou o diretor-geral e perito criminal da PCEPA, Celso Mascarenhas.
Texto de Amanda Monteiro / Ascom PCEPA
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