Nos primeiros cinco meses de 2025, 8,9 toneladas de drogas já foram apreendidas pelos agentes do sistema estadual de segurança pública. Mais de 4,3 toneladas de cocaína foram apreendidas no Pará, no período, o que representa um aumento de 166% no comparativo com 2024, com 1,6 toneladas apreendidas.
O fortalecimento do combate ao tráfico é prioridade do governo do Estado, que implementa permanentes ações integradas preventivas, ostensivas e repressivas. Na quinta-feira, 26 de junho, transcorreu o Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas, e o governo estadual segue intensificando a fiscalização na malha rodoviária, com abordagens a veículos, caminhões de transportes de cargas e bagagens de pessoas.
A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) também alcança a malha hidroviária do Pará, por meio de ações fiscalizatórias em barcos pesqueiros e navios de transporte de carga.
Desarticulação de organizações criminosas - O delegado Davi Cordeiro, da Polícia Civil do Pará, responsável pelo Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), explica que a atuação dos policiais busca a apreensão do material entorpecente, por meio de metodologia de trabalho e de investigação voltada à identificação e descapitalização dos grupos criminosos. O objetivo é conseguir retirar todo o aparato financeiro dos envolvidos, para que não consigam financiar outros carregamentos de entorpecentes.
“Há regiões historicamente conhecidas por serem corredor de escoamento de drogas, que demandam uma atenção não só do Denarc, mas de todo o Sistema de Segurança Pública. Tem a Rota fluvial: estreito de Breves e Óbidos são corredores principais e foco das bases fluviais integradas; as rodovias BR-163 (Santarém-Cuiabá) e BR-010 (Belém-Brasília) também são pontos de escoamento para outras regiões, além de ambientes urbanos, núcleos em Belém e municípios próximos, com reiteradas prisões em flagrante”, destaca o delegado Davi Cordeiro.
Programa Escola Segura - O programa Escola Segura é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), com o objetivo de fortalecer a implementação de ações para garantir a segurança, prevenir a violência e reforçar o bem-estar de estudantes, docentes e toda a comunidade escolar, é uma das estratégias do governo do Estado.
O programa é composto pela Assessoria de Convivência Escolar, que inclui psicólogos, assistentes sociais e pedagogos, os quais, diariamente, estão nas escolas promovendo palestras, campanhas e rodas de conversas, e desenvolvendo projetos pedagógicos para o combate às drogas, visando à prevenção e conscientização dentro do ambiente escolar. Atualmente, o Programa atua com policiamento fixo em 292 escolas estaduais.
“A atuação dos psicólogos e assistentes sociais que estão nas diretorias de Ensino incentivam os psicólogos das unidades escolares a trabalharem com a sensibilização dos estudantes e da comunidade com a conscientização para que não ocorra o uso abusivo de drogas, sejam elas quais forem, lícitas e ilícitas. Também se aborda os efeitos, as possibilidades de eles, os efeitos atrapalharem, inclusive, a aprendizagem e o desenvolvimento de qualquer ser humano. Os psicólogos costumam fazer palestras, dinâmicas de grupo, rodas de conversa, círculos restaurativos. A gente trabalha com a motivação pelo não uso de drogas”, explica Mário Augusto, assessor de Convivência Escolar.
Monitoramento - O Núcleo de Segurança Pública e Proteção Escolar (Nuspe) também compõe o Programa Escola Segura. Os agentes atuam no monitoramento e planejamento de ações a partir das ocorrências, e em ações de prevenção.
“Realizamos ações de prevenção, por meio de palestras, roda de conversas. É um trabalho de combate ao uso de drogas ilícitas nas escolas de todas as regiões do Estado. Nos últimos dois anos que estamos à frente do Programa, a gente observa que há redução nas ocorrências dessa natureza. Temos também uma parceria com o Programa Educacional de Resistências às Drogas e à Violência (Proerd), da Polícia Militar, que consiste em capacitar crianças e adolescentes para dizer não ao uso de drogas ilícitas, e também não à violência em geral”, ressalta o coronel da reserva Robinson Bezerra, coordenador do Nuspe.
A população também pode ajudar a reduzir ainda mais os índices de violência utilizando o canal oficial do Disque Denúncia (181).
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