O Pará tem se consolidado como referência nacional na promoção do desenvolvimento por meio da valorização de sua diversidade cultural, potencial turístico e vocação empreendedora. Grandes feiras e eventos, promovidos ou apoiados pelo Governo do Estado, têm desempenhado um papel estratégico na geração de emprego e renda, no fortalecimento das cadeias produtivas e na dinamização da economia em todas as regiões.
Entre janeiro e setembro deste ano, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) realizou uma série de ações que conectaram produtores, empreendedores e consumidores, promovendo oportunidades de negócios e capacitação. Destaque para eventos como a Feira de Páscoa, a Feira de Moda Circular, as Feiras de Bioeconomia e as rodadas de negócios voltadas ao grande varejo. A presença institucional também foi marcante em feiras de grande porte, como a SuperNorte, a Pará Negócios, a Feira do Cacau e Chocolate da Amazônia – Flor Pará, e a Feira Tapajós Negócios.
Ao todo, 288 expositores entre micro, pequenas e médias empresas e cooperativas participaram dos eventos ao longo do ano, apresentando mais de 500 itens regionais nos segmentos de artesanato, alimentos, bebidas, biojoias e cosméticos. Os resultados são expressivos: os empreendedores relataram aumento médio de 20% a 40% no faturamento durante as feiras, além de ganhos em visibilidade, redes de contato e acesso à capacitação.
A artesã Kátia Lorena Melo, da TerraArte Mini Jardins, é uma das participantes assíduas das feiras organizadas pelo Governo do Estado. “Participar desses eventos nos dá visibilidade e abre portas. Já vendi para turistas, fechei parcerias e fui convidada para novos eventos. Mais do que vendas, esses momentos geram conexões e crescimento”, destacou.
Para o titular da Sedeme, Paulo Bengtson, o investimento em feiras fortalece o ambiente de negócios no Pará. “As feiras são instrumentos importantes para a dinamização da economia local, pois possibilitam a geração de negócios, o acesso a novos mercados e o fortalecimento das relações entre empresários, empreendedores, fornecedores e instituições de apoio. Por meio desses eventos, é possível promover os produtos paraenses, estimular a inovação e ampliar a competitividade das empresas do Estado”, afirmou.
Cultura e economia criativa - A cultura, aliada ao empreendedorismo, também tem sido um motor potente desse desenvolvimento. A 28ª edição da Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes deste ano, atraiu cerca de 350 mil visitantes, gerando R$ 12 milhões em negócios e mais de 2 mil empregos diretos e indiretos. Somadas às edições anteriores, realizadas em 2023 e 2024, o evento contabiliza mais de 720 mil livros vendidos, R$ 18 milhões movimentados e 450 mil visitantes, consolidando-se como a maior feira literária da Região Norte e uma das maiores do país.
A secretária de Cultura, Ursula Vidal, destaca que a economia criativa tem papel estratégico nesse processo. “Nossa cena cultural é diversa, abarcando múltiplas expressões e setores produtivos. O fluxo de investimentos, que aumenta a cada ano, consorcia leis de incentivo, editais, patrocínios privados e grandes eventos calendarizados promovidos por organizações sociais, empresas da indústria criativa e fazedores de cultura. Isso movimenta cadeias inteiras de serviços, turismo e comércio, gerando milhares de empregos e consolidando a cultura como área estratégica de desenvolvimento”, ressaltou.
O espaço “Feira Criativa”, integrado à Feira do Livro, é um exemplo concreto. A empreendedora Stefany Mattos, da marca de moda autoral Cabidê, participou da iniciativa. “Participar dessas feiras aumentou nossas vendas, nossa visibilidade e nos conectou com outros empreendedores. É uma vitrine para a moda amazônica e um impulso para expandir nosso trabalho para além de Belém”, afirmou.
Investimentos e interiorização - O tradicional Sairé, festa popular realizada em Alter do Chão, também foi contemplado com investimentos expressivos em 2025: foram R$ 1,5 milhão aplicados pelo Governo do Estado — sendo R$ 1,2 milhão via Lei Semear e R$ 300 mil por meio da Secult. A Semear, hoje a maior política pública de patrocínio cultural do Pará, apresentou um crescimento de 800% nos últimos sete anos, passando de R$ 3 milhões em 2019 para R$ 25 milhões em 2025. No total, cerca de R$ 90 milhões já foram investidos em projetos culturais em todas as regiões do Estado.
O impacto desses investimentos é comprovado por estudos. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), cada R$ 1 investido em economia criativa pode gerar até R$ 6,51 na economia local. Em 2022, por exemplo, com R$ 185 milhões investidos no setor cultural e criativo, o Pará movimentou aproximadamente R$ 1,2 bilhão nas economias regionais, de acordo com dados da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas.
Essa movimentação econômica também é fortalecida pela interiorização dos eventos. Atualmente, o Estado conta com três centros de convenções com padrão internacional: o Hangar - Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém; o Centro de Convenções Sebastião Tapajós, em Santarém; e o Carajás Centro de Convenções Leonildo Borges Rocha, em Marabá. Essas estruturas modernas ampliam o acesso da população a grandes eventos e garantem a distribuição dos benefícios econômicos por todo o território paraense.
Feiras agropecuárias e de produtos regionais, como a Feira do Pescado e a Feira do Açaí, além dos festivais de chocolate realizados em Belém e Altamira, promovidos pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), também impulsionam a economia extrativista e valorizam a produção rural e a agricultura familiar, gerando renda e fortalecendo a economia de base local.
Com uma política pública integrada, que une cultura, bioeconomia, empreendedorismo, turismo e produção rural, o Governo do Estado do Pará transforma feiras e grandes eventos em motores de desenvolvimento sustentável, social e econômico. Os resultados são visíveis: mais oportunidades, geração de renda, fortalecimento da identidade paraense e valorização das potencialidades de todas as regiões do Estado.
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