Durante décadas, torres metálicas e estruturas de grande porte se ergueram como símbolos silenciosos do avanço da infraestrutura, mas muitas delas envelheceram sem manutenção adequada, tornando-se armadilhas invisíveis para quem trabalha ao redor. Em municípios do interior, onde o tempo costuma passar mais rápido que as políticas de fiscalização, esses riscos acabam revelados apenas quando a tragédia já aconteceu.
Foi o que ocorreu na manhã de terça-feira (13), no município de Prainha, no oeste do Pará, onde dois trabalhadores morreram após parte de uma torre de transmissão desativada ceder durante um serviço de desmontagem. O acidente aconteceu no bairro da Paz e vitimou Edirley Teles Pinheiro, de 20 anos, e Nando Carvalho, de 33 anos.
Moradores da área conhecida como Canta Galo relataram que os homens estavam em um ponto elevado da estrutura quando houve o rompimento de um dos trechos metálicos, ocasionando a queda. A torre havia sido instalada há muitos anos e já não estava em funcionamento. Até o momento, não há laudo técnico que explique as causas do colapso da estrutura.
Pessoas que presenciaram o acidente prestaram os primeiros socorros e acionaram equipes de emergência. As vítimas foram levadas ao Hospital Municipal Wilson Ribeiro, mas não resistiram aos ferimentos provocados pela queda.
A Polícia Civil informou que realizou uma apuração preliminar no local e que, inicialmente, os indícios apontam para um acidente. Ainda assim, o caso seguirá sob investigação para esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido.
Segundo a polícia, uma empresa terceirizada havia sido contratada pela Prefeitura de Prainha para executar o serviço de desativação da antena, que não estava mais em uso. O terreno onde a torre estava instalada é de propriedade pública.
Em nota publicada nas redes sociais, a Prefeitura de Prainha manifestou pesar pelas mortes e solidariedade às famílias, amigos e colegas de trabalho dos trabalhadores. O comunicado destacou o impacto da perda para a comunidade local e prestou condolências neste momento de luto.
As circunstâncias do acidente devem ser investigadas pelas autoridades competentes. Até agora, não foi divulgado qual empresa era responsável pela torre de transmissão, nem se havia autorização ou acompanhamento técnico para a desmontagem da estrutura.
Nota no perfil da prefeitura de Prainha.
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