O apresentador Ratinho voltou a se envolver em polêmica ao comentar declarações do ator Wagner Moura na noite de segunda-feira (16). O posicionamento do artista sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, feito durante a divulgação internacional do filme O Agente Secreto, motivou críticas diretas por parte do comunicador.
Durante seu programa, Ratinho iniciou a fala elogiando a trajetória de Moura, destacando personagens marcantes como o Capitão Nascimento, do filme Tropa de Elite, e o narcotraficante Pablo Escobar na série Narcos. O apresentador ressaltou o reconhecimento internacional do ator e sua relevância na dramaturgia.
Na sequência, no entanto, mudou o tom e fez críticas ao envolvimento político do artista. Em tom contundente, afirmou que Moura deveria evitar comentar sobre Bolsonaro, defendendo que temas políticos fossem tratados apenas no período eleitoral.
"Depois fez um filme dos narcotraficantes, esqueci o nome do filme, que ele fez o Pablo Escobar, sensacional, um baita de um ator. O, Wagner, esquece Bolsonaro, cara. Para de falar dele. Qual é o motivo? O cara tá doente, quase morrendo, você falando mal do cara aí nos Estados Unidos, cala a tua boca, p*rra! Que isso? Fala outra coisa", disparou o famoso.
"Continua sendo o Capitão Nascimento, continua sendo o baita do ator que você é, esquece essa coisa de política, esquece senão nós vamos morrer ou vamos se matar. Vamos parar, o Brasil é um só, o nosso povo é um só, vamos deixar a política para a hora que tem que ser política. Na hora da urna, aí vota do jeito que você quiser", alfinetou o artista.
As declarações de Wagner Moura, alvo das críticas, foram feitas dias antes durante participação no programa The Daily Show, nos Estados Unidos. Na entrevista, o ator comentou o contexto que inspirou o longa, mencionando o cenário político brasileiro entre 2018 e 2022.
Segundo Moura, o filme surgiu a partir de uma inquietação compartilhada com o diretor Kleber Mendonça Filho diante dos acontecimentos políticos do período. Ele também criticou o que classificou como a retomada de valores ligados à ditadura militar no país durante aquele momento histórico.
“Este homem, eleito democraticamente, veio para trazer de volta valores da ditadura militar para o Brasil do século XXI. Quando elegemos um presidente de extrema-direita em 2018, esse homem foi como uma manifestação física desses ecos.” Disse.
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