Os órgãos de segurança pública do Pará seguem atuando de forma efetiva em todas as regiões do estado para combater a criminalidade, reforçar a presença das forças de segurança e garantir a proteção da população. Com ações integradas, monitoramento estratégico e operações permanentes, o Estado intensifica o enfrentamento a crimes ambientais e organizações criminosas, especialmente em áreas de difícil acesso da Amazônia.
Uma operação integrada realizada entre os dias 11 e 15 de maio desativou sete áreas de garimpo ilegal na região de fronteira entre os estados do Pará e Amapá, entre os municípios de Almeirim e Laranjal do Jari. A ação, denominada “Calha Norte”, contou com apoio logístico e operacional da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará e reforçou o combate aos crimes ambientais na Amazônia.
Durante a operação, a Segup mobilizou 12 policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e seis agentes do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp), utilizando aeronaves para garantir suporte às equipes em campo e acesso a áreas remotas. O monitoramento estratégico também foi fundamental para localizar e desarticular pontos de exploração clandestina.
Ao longo da ofensiva, foram inutilizadas quatro escavadeiras hidráulicas, dezenas de motores, três quadriciclos, dois tratores, além de geradores e acampamentos ilegais instalados na região. As equipes ainda apreenderam cerca de 3.300 litros de diesel utilizados nas atividades criminosas. O prejuízo estimado aos responsáveis pelo garimpo ilegal ultrapassa R$ 6 milhões.
Segundo o secretário de Segurança Pública do Pará, Ed-lin Anselmo, a operação teve como principal objetivo combater o garimpo ilegal e enfraquecer organizações criminosas que atuam na região de fronteira.
“O Estado atua de forma integrada com as demais forças, utilizando planejamento, inteligência e cooperação para impedir a exploração criminosa dos recursos naturais. Nenhum crime ambiental ficará sem resposta”, destacou o secretário.
Ed-lin Anselmo também ressaltou que a integração entre os órgãos fortalece o compartilhamento de informações e amplia a capacidade operacional das equipes em áreas de difícil acesso. “A atuação conjunta aumenta a eficiência das ações em regiões com desafios logísticos, além de contribuir diretamente para a preservação ambiental, reduzindo os impactos causados pela mineração clandestina, pelo desmatamento e pela contaminação dos ecossistemas”, afirmou.
A operação “Calha Norte” integra as ações permanentes de repressão aos crimes ambientais e de proteção da floresta amazônica e das comunidades afetadas pela exploração ilegal de recursos naturais.
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