A cooperação entre forças policiais de diferentes estados tem se mostrado uma ferramenta fundamental no combate à criminalidade e na localização de pessoas que tentam escapar do cumprimento da Justiça. Em mais uma ação desse tipo, um homem acusado de crimes sexuais contra vulneráveis foi localizado e capturado no município de Cametá, no nordeste paraense.
A prisão ocorreu na última terça-feira (2), durante uma operação conduzida pela Polícia Civil do Pará, por meio das Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher e à Criança e ao Adolescente (Deam/Deaca) de Cametá, que cumpriram mandados de prisão preventiva e de prisão decorrente de sentença condenatória definitiva.
Segundo as autoridades, o preso era considerado foragido da Justiça de Santa Catarina, onde foi condenado pelo crime de estupro de vulnerável. A sentença já havia transitado em julgado e estabeleceu uma pena superior a 16 anos de reclusão.
Além da condenação catarinense, o homem também possuía outro mandado de prisão em aberto pelo mesmo tipo de crime. A ordem judicial foi expedida em 2020 pela Comarca de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.
As investigações apontam ainda que o suspeito já havia sido indiciado pela Polícia Civil do Pará. O procedimento foi instaurado pela Delegacia de Polícia de Marapanim, que o responsabilizou por práticas semelhantes às que motivaram as ordens judiciais expedidas em outros estados.
A existência de registros criminais em diferentes unidades da federação reforçou o trabalho integrado das polícias na busca pelo paradeiro do acusado.
Ao longo da semana, equipes da Polícia Civil do Pará atuaram em conjunto com a Delegacia de Capturas do Estado de Santa Catarina. Os investigadores catarinenses compartilharam informações estratégicas que ajudaram a identificar a localização do foragido.
Com base nos levantamentos, os policiais realizaram diligências de campo e monitoramentos por vários dias. O trabalho resultou na localização e prisão do suspeito em Cametá.
Após a captura, o homem foi conduzido para a unidade policial, onde foram adotadas as medidas legais necessárias ao cumprimento das decisões judiciais.
Ele permanece custodiado e à disposição da Justiça, enquanto os procedimentos para o andamento dos processos e eventual transferência às autoridades competentes seguem em tramitação.
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