A crescente judicialização de conflitos envolvendo a atividade jornalística tem acendido o debate sobre os limites entre o direito à honra e a garantia constitucional da liberdade de imprensa. Diante desse cenário, órgãos de defesa dos direitos fundamentais têm alertado para o uso indevido do sistema de Justiça como instrumento de intimidação contra profissionais da comunicação, prática que pode comprometer o acesso da sociedade à informação de interesse público.
A nota técnica é assinada pelo procurador federal dos Direitos do Cidadão adjunto em exercício, Paulo Thadeu Gomes da Silva, e pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão, Júlio José Araújo Junior.
A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) elaborou o documento no qual defende a ampliação do conceito de assédio judicial contra jornalistas e comunicadores. A iniciativa busca fortalecer a proteção à liberdade de expressão e ao exercício da atividade jornalística, considerados pilares essenciais da democracia.
No documento, a PFDC sustenta que o assédio judicial não deve ser caracterizado apenas pela apresentação simultânea de diversas ações idênticas contra um mesmo profissional da imprensa, entendimento já reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o órgão, a prática também pode ocorrer por meio de outras medidas judiciais utilizadas com o objetivo de intimidar, censurar ou dificultar a divulgação de informações de interesse público.
Com base em estudos internacionais, a Procuradoria aponta três critérios principais para a identificação do assédio judicial: o uso excessivo de mecanismos legais, o desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas e a intenção de constranger ou silenciar jornalistas e veículos de comunicação. Entre os exemplos citados estão pedidos de indenização em valores considerados desproporcionais, tentativas de retirada de conteúdos jornalísticos do ar e ações criminais utilizadas de forma abusiva.
Além disso, o documento ressalta que esse tipo de prática pode gerar impactos financeiros significativos, desgaste emocional e até mesmo a autocensura de profissionais e empresas de comunicação. Para a PFDC, o combate ao assédio judicial deve caminhar lado a lado com a defesa da liberdade de imprensa, sem ser confundido com iniciativas legítimas de enfrentamento à desinformação e à disseminação de notícias falsas.
Confira a nota técnica na íntegra
SAÚDE MENTAL Cerca de 72% dos brasileiros trabalham em modo de sobrevivência, diz estudo
SEM NOVA PUNIÇÃO Entenda o que é o perdão judicial concedido a Monique Medeiros pela morte de Henry
APOSENTADORIA SEGURA Saiba quanto é preciso contribuir para receber 2 salários do INSS
RECONHECIMENTO China reconhece Brasil livre de febre aftosa e amplia mercado para carnes
PREPARE A MOCHILA Países que você pode viajar apenas com a Carteira de Identidade
SEGUNDO A POLÍCIA Deolane: influenciadora tinha 'cronograma estratégico' para ocultar bens do PCC, diz polícia Mín. 22° Máx. 29°
Mín. 21° Máx. 32°
Chuvas esparsasMín. 21° Máx. 28°
Chuva

Mundo dos Famosos Deolane: influenciadora tinha 'cronograma estratégico' para ocultar bens do PCC, diz polícia
Bastidores da Política “Não seremos tratados como moleques”, diz Lula sobre decisão dos EUA
Mundo dos Esportes Gabriel Ganley: o que se sabe sobre a morte do fisiculturista de 22 anos
Tecnologia e Games PMEs e startups do Pará podem se qualificar gratuitamente em IA generativa e tecnologias de nuvem 

