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Polícia JUSTIÇA

Acusado de matar radialista no Pará irá a júri popular

O comunicador foi morto a tiros dentro do estúdio de uma rádio enquanto apresentava um programa ao vivo

11/06/2026 05h27
Por: Redação Plantão Fonte: Debate
O radialista foi assassinado a tiros dentro da rádio que trabalhava | Divulgação
O radialista foi assassinado a tiros dentro da rádio que trabalhava | Divulgação

Quase um ano após um dos crimes que mais impactaram a população de Abaetetuba, a Justiça deu mais um passo para o julgamento do caso. O homem apontado como responsável pela morte do radialista e produtor de eventos Luisinho Costa será submetido ao Tribunal do Júri, onde cidadãos escolhidos para compor o Conselho de Sentença decidirão sobre sua responsabilidade criminal.

A decisão foi tomada pela Vara Criminal de Abaetetuba, que entendeu haver provas da ocorrência do homicídio e indícios consistentes de que o acusado, Gleydson Moraes Queiroz, tenha participado da execução. Com isso, o processo avança para a fase de julgamento popular.

Na análise do caso, a Justiça manteve as circunstâncias qualificadoras apresentadas pela acusação. Entre elas estão a suposta motivação considerada torpe e o uso de meios que teriam dificultado qualquer possibilidade de reação por parte da vítima. Esses elementos ainda serão examinados pelos jurados durante o julgamento.

Luisinho Costa foi assassinado na manhã de 27 de maio de 2025 dentro das instalações da Rádio Guarany. Segundo a investigação policial, o atirador teria monitorado a movimentação nas proximidades da emissora antes de entrar no prédio e efetuar disparos contra o comunicador. O crime ocorreu enquanto ele conduzia sua programação ao vivo.

Ao longo das investigações, a Polícia Civil reuniu um conjunto de provas que inclui imagens de câmeras de monitoramento, depoimentos de testemunhas e análises periciais. Também foram apreendidos materiais considerados relevantes para a elucidação dos fatos, entre eles uma arma de fogo e munições.

Na sentença de pronúncia, a magistrada responsável pelo caso destacou que os elementos reunidos até o momento são suficientes para que a acusação seja apreciada pelo Tribunal do Júri.

Nessa etapa, não há definição sobre culpa ou inocência, mas apenas o reconhecimento de que existem fundamentos para que o caso seja levado a julgamento. A data da sessão do júri ainda deverá ser definida pela Justiça.

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