O tradicional Festival Literário e Artístico de Canaã dos Carajás (Flacc) chega à quarta edição nessa semana. Com o tema: “Da Amazônia aos Quatro Cantos do Brasil: Viva Nossa Identidade Cultural”, o evento traz grandes nomes da literatura nacional, além de atrações musicais e culturais de várias escolas do município. A programação acontece entre os dias 16 e 19 de novembro, no espaço de eventos ao lado do Bosque Gonzaguinha,no bairro Parque dos Ipês. Veja a programação completa no final da matéria.
O festival conta com roda de conversa com os autores convidados, 25 stands estudantis, 15 stands para venda de livros, cinema temático, galeria de arte, área de lazer, playground, praça de alimentação, brinquedoteca e muito mais.
Entre os destaques do evento está a participação de escritores canaenses. Na programação, Junior Vaz, Manoel Raimundo Franco e Francisco Bonfim Alcobassa vão lançar seus livros na feira. Clara Antonela Andrade, Gabi Silva, Edleuza Ribeiro dos Santos, Elone Fleck e Antônia Rodrigues de Lima mostrarão seus trabalhos aos visitantes.
O Cardlivro tem como objetivo incentivar o acesso à leitura, promovendo a capacitação dos cidadãos. Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Semed), gestora do programa, 16.482 estudantes receberão a quantia de R$ 50, 845 professores, R$ 400, e 871 profissionais da Semed, R$200, totalizando 18.198 beneficiados.
O incentivo foi criado na primeira edição do Flacc, em 2019, quando mais de 500 professores receberam o cartão. O Banpará é o operador financeiro da iniciativa e terá um stand para que professores e servidores da secretaria retirem os cartões. Os alunos já receberam os cartões na escola.
Conheça os autores convidados
Daniela Chindler desenvolve projetos na área de educação não-formal há mais de 25 anos,. Elaborou a visita teatralizada da Academia Brasileira de Letras que ficou 15 anos em cartaz. Durante 12 anos, coordenou o programa educativo do Centro Cultural do Banco do Brasil no Rio de Janeiro. Foi curadora de diversas Bienais do Livro.
Lalau e Laurabeatriz trabalham juntos desde 1994 e já publicaram mais de 50 livros. Muitos deles receberam o selo de Altamente Recomendável da FNLIJ entre outras distinções e compuseram acervos de programas federais e municipais de compras de livros, como o PNBE e o PNLD. O livro “Olha que eu viro bicho… de jardim” recebeu o selo Cátedra UNESCO de Leitura PUC/Rio em 2018.
Márcia Kambeba é indígena e nasceu na aldeia Belém do Solimões, do povo Tikuna. É mestra em Geografia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), escritora, poeta, compositora, fotógrafa e ativista. Márcia percorre todo o Brasil e a América Latina com seu trabalho autoral, discutindo a importância da cultura dos povos indígenas.
Marçal Aquino é jornalista e roteirista de cinema e de televisão. Publicou, entre outros livros, os volumes de contos O amor e outros objetos pontiagudos (1999), Faroestes (2001) e Famílias terrivelmente felizes (2003), além das novelas O invasor (2011), Cabeça a prêmio (2003) e Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios (2005). Tem obras lançadas na Alemanha, Espanha, França, México, Portugal e Suíça.
Roni Wasiry Guará é escritor amazonense e educador. Sua produção literária se destina predominantemente ao público infanto-juvenil. Em suas obras e atividades educacionais, o autor divulga os saberes ancestrais de seu povo, atuando como importante expoente na afirmação identitária Maraguá.
Uendy Feitosa é formada em Pedagogia, é especialista em Educação Especial com ênfase na Inclusão e em Psicopedagoga Clínica. Em 2021, lançou a obra “E quem disse… que não falo?”, sendo o primeiro livro de uma coletânea que a autora pretende lançar.
Valéria Pimentel é coordenadora, formadora de professores. É selecionadora de Arte dos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio do Prêmio Educador Nota 10. Está escrevendo seu primeiro romance.
Antônio Juraci Siqueira é um escritor e poeta brasileiro. Escreveu diversas obras literárias, entre elas merecem destaque, O Chapéu do Boto (2003), Paca, Tatu; Cutia não! (2008), e Aumentei, Mas Não Menti (2016). Seus poemas, contos e trovas são principalmente inspirados no folclore, nas crenças e saberes populares e pela natureza amazônica. Popularmente ele é conhecido como “o boto” ou o poeta “filho do boto”.





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